Como um leitor de assuntos diversos e nenhuns ao mesmo tempo, tenho perdido algum tempo nos últimos dias pra analisar o que alguns estão vociferando sobre a criatividade publicitária e sobre a ideia.
Pela minha humilde e desavisada percepção, pude concluir alguns fatos que não são novos, porém são verdadeiros.
A ideia pela ideia é + valiosa do que super, mega, blaster produções e cachês milionários para sub, pseudos celebridades.
Recentemente vi uma entrevista com o Eugênio Mohallen, que já até citei num post anterior, que me estimulou a refletir sobre a "Ideia".
Depois, li alguns artigos em blogs. E por último, vi a entrevista do W Olivetto ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ao qual gravei e só assisti essa semana.
Com esse material todo de pitacos, pude notar uma coisa: "A ideia é a essência da Propaganda".
Concordo que muitas vezes a ideia pode ser genial, porém, se a execução for ruim a ideia vai por água abaixo. Porém, sem ela, não há execução que dê jeito.
Olhando as principais revistas semanais e os principais canais de TV aberta, o que vejo, é um monte de propaganda sem nenhuma ideia, com um monte de celebridades (pseudos, sub). Como disse Mohallem "contratar uma celebridade se isentar da responsabilidade da campanha, é ir pelo caminho mais curto" (mais ou menos assim).
Como disse W: "hoje temos Cerebridades x Celebridades"
Aquela história de que as mídias offline estão perdendo a força, muitas vezes, é impulsionada pela falta de grandes ideias ao qual estamos passando.
Pelas inúmeras possibilidades de produção, deixamos de fazer o básico: "ter ideias". Há tempos a propaganda deixou de seduzir. Estamos maquiando um monte de lixo com super produções.
A cada dia o controle remoto se tornou um inimigo mais poderoso.
Senhores publicitários de egos super inflados, está na hora de termos ideias de como ter novamente grandes ideias.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Cliente - o dono da bola!
Sabe quando você era moleque e aquele seu amigo, o pior do time, era dono da bola e quando não o escolhiam o danado ameaçava ir embora e levar a bola? Pois é, os clientes também são assim.
Recentemente uma notícia tomou conta dos noticiários do meio publicitário, onde o Festival de Cannes tirou 2 leões conquistados pela Moma, agência Brasileira que ganhou prata em Press e bronze em Outdoor, em campanha para a Kia. O problema aconteceu quando a mesma campanha foi acusada de incentivar a pedofilia.
Se não viu a buzz acompanhe a repercussão do caso:
http://www.canneslions.com/
http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/20010721Cannes-confisca-dois-Le-es-da-Moma.html
http://www.meioemensagem.com.br/home/meio_e_mensagem/brazil_briefing/news/20110722Brazil-ads-prompt-Cannes-to-apply-punishment-rule-for-the-first-time.html
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/moma-se-posiciona-sobre-perda-de-leoes
A agência não quis entrar em atrito com o dono da bola, e resolveu chamar a responsabilidade para si, ficando com a culpa pela história.
Isso me leva a uma reflexão: " - As agências estão reféns dos anunciantes? Para não perder uma conta vale tanto sacrifício? Vale queimar, mesmo que momentaneamente, a marca em favor do faturamento?
Poucos dias após o caso a Moma ganhou a conta nacional da Harley Davidson Brasil. Isso responde minha pergunta? Mostra que a agência podia ter batido o pé, bancado a veiculação em prol do seu nome, já que tem capacidade de sobre da conquistar novos clientes e equilibrar o faturamento novamente?
Na minha simples análise, o dono da bola resolveu levá-la embora, e o resto da molecada ficou chupando o dedo. Nem deu a chace de jogar a bola pelo muro, mesmo sob juras de "se furar a gente paga".
Até a próxima.
Recentemente uma notícia tomou conta dos noticiários do meio publicitário, onde o Festival de Cannes tirou 2 leões conquistados pela Moma, agência Brasileira que ganhou prata em Press e bronze em Outdoor, em campanha para a Kia. O problema aconteceu quando a mesma campanha foi acusada de incentivar a pedofilia.
Se não viu a buzz acompanhe a repercussão do caso:
http://www.canneslions.com/
http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/20010721Cannes-confisca-dois-Le-es-da-Moma.html
http://www.meioemensagem.com.br/home/meio_e_mensagem/brazil_briefing/news/20110722Brazil-ads-prompt-Cannes-to-apply-punishment-rule-for-the-first-time.html
Ainda durante o festival a Kia se posicionou contra a campanha, e alegou não ter aprovado a veiculação das peças, devido a buzz gerado. Isso fez com que o comitê do festival levantasse a dúvida sobre a veiculação da campanha, pré requisito básico para a participação. Logo após o festival, o comitê resolver pedir para que a agência comprovasse a veiculação da peça, o que não aconteceu. Estranho não? Também achei.
A agência é calejada na participação de festivais, e acredito que não daria uma vaza dessas.
A Moma resolveu abrir mão da defesa, ou seja, concordou em perder os leões, e ainda, fez com que os indicados na ficha técnica perdessem o direito de participar do festival nos próximos dois anos.
A princípio, parecia que a agência tinha feito uma campanha fantasma, com objetivo único e simples de tentar ganhar um leãozinho no famoso festival. Porém, analisando as notícias, a nota divulgada pela Moma (veja link abaixo) e a repercussão no mercado, vi o caso com outros olhos.
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/moma-se-posiciona-sobre-perda-de-leoes
A agência não quis entrar em atrito com o dono da bola, e resolveu chamar a responsabilidade para si, ficando com a culpa pela história.
Isso me leva a uma reflexão: " - As agências estão reféns dos anunciantes? Para não perder uma conta vale tanto sacrifício? Vale queimar, mesmo que momentaneamente, a marca em favor do faturamento?
Poucos dias após o caso a Moma ganhou a conta nacional da Harley Davidson Brasil. Isso responde minha pergunta? Mostra que a agência podia ter batido o pé, bancado a veiculação em prol do seu nome, já que tem capacidade de sobre da conquistar novos clientes e equilibrar o faturamento novamente?
Na minha simples análise, o dono da bola resolveu levá-la embora, e o resto da molecada ficou chupando o dedo. Nem deu a chace de jogar a bola pelo muro, mesmo sob juras de "se furar a gente paga".
Até a próxima.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O paradoxo das redes sociais - cada vez mais evidente.
A cada dia vejo que as redes sociais tornam as pessoas mais controversas. Não importa qual seja, Facebook, Twitter, Google+, Orkut, o confusão está armada.
Vejo muita gente usando o termo "orkutizou" como sinônimo de banalização. Até pouco tempo atrás esta era uma rede extremamente social e sociável. Porém, de um tempo pra cá, parece que ter um perfil no Orkut denigre contra a imagem da pessoa. Há um orgulho coletivo em dizer: "- Orkut? Não, encerrei meu perfil". A vibe, pelo menos até a semana passada, é estar no "Face". Nos últimos dias pessoas correm desesperadamente para conseguir um convite para o badalado Google+, que já alcançou 10 milhões de usuários mesmo com a limitação inicial de convites. Quando antes conseguir mais vip você é. Quem conseguiu esbanja, quem não conseguiu tenta de todas as formas ser incluso na rede.
É aí que entra meu raciocínio. O que a grande maioria das pessoas busca quando entra numa rede social? Na minha visão, as pessoas querem se relacionar, trocar ideias e experiências umas com as outras, mostrar o quão interessante são. O negócio é se tornar popular. Quanto mais seguidores, pessoas no círculo, na comunidade, vendo seu checking, comentando suas fotos, replicando seus posts, melhor.
Mas espera aí! Se o objetivo é ter contatos, ser popular, por que a exclusividade é algo tão desejado?
Sinceramente, acho uma besteira essa história de que o Orkut já não está na moda, que o barato é estar no Face, blá blá blá, principalmente vindo de profissionais de comunicação e marketing.
Para os que analisam os números, o Orkut está longe de perder sua força, pelo menos no Brasil. Uma importante parcela dos internautas passam por ele, e suas comunidades ainda são a melhor maneira de reunir interessados num motivo comum. É uma miopia gigante ignorar essa ferramenta.
Como profissional de planejamento e mídia me vejo obrigado a entender as redes sociais (quanto mais melhor), e principalmente, o ser humano. Alias, qualquer plataforma só funciona quando o foco são os usuários.
As redes sociais são paradoxais. As pessoas querem ter muitos amigos, mas, quanto mais exclusivo melhor.
Vai entender né?
Vejo muita gente usando o termo "orkutizou" como sinônimo de banalização. Até pouco tempo atrás esta era uma rede extremamente social e sociável. Porém, de um tempo pra cá, parece que ter um perfil no Orkut denigre contra a imagem da pessoa. Há um orgulho coletivo em dizer: "- Orkut? Não, encerrei meu perfil". A vibe, pelo menos até a semana passada, é estar no "Face". Nos últimos dias pessoas correm desesperadamente para conseguir um convite para o badalado Google+, que já alcançou 10 milhões de usuários mesmo com a limitação inicial de convites. Quando antes conseguir mais vip você é. Quem conseguiu esbanja, quem não conseguiu tenta de todas as formas ser incluso na rede.
É aí que entra meu raciocínio. O que a grande maioria das pessoas busca quando entra numa rede social? Na minha visão, as pessoas querem se relacionar, trocar ideias e experiências umas com as outras, mostrar o quão interessante são. O negócio é se tornar popular. Quanto mais seguidores, pessoas no círculo, na comunidade, vendo seu checking, comentando suas fotos, replicando seus posts, melhor.
Mas espera aí! Se o objetivo é ter contatos, ser popular, por que a exclusividade é algo tão desejado?
Sinceramente, acho uma besteira essa história de que o Orkut já não está na moda, que o barato é estar no Face, blá blá blá, principalmente vindo de profissionais de comunicação e marketing.
Para os que analisam os números, o Orkut está longe de perder sua força, pelo menos no Brasil. Uma importante parcela dos internautas passam por ele, e suas comunidades ainda são a melhor maneira de reunir interessados num motivo comum. É uma miopia gigante ignorar essa ferramenta.
Como profissional de planejamento e mídia me vejo obrigado a entender as redes sociais (quanto mais melhor), e principalmente, o ser humano. Alias, qualquer plataforma só funciona quando o foco são os usuários.
As redes sociais são paradoxais. As pessoas querem ter muitos amigos, mas, quanto mais exclusivo melhor.
Vai entender né?
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Quanto mais ferramentas disponíveis, pior.
Sei que o papo é clichê mas a cada dia o volume de informações aumentam e assustam. A cada dia temos mais ferramentas disponíveis para fazer a mesma coisa que fazíamos a anos atrás. Uma questão é: - com esse mundarél de possibilidades estamos fazendo melhor? Estamos aproveitando tudo isso em nosso favor?
O que me levou a escrever esse artigo é que, ultimamente tenho percebido que as pessoas pensam em fazer muitas coisas mas deixam de fazer o básico bem feito, principalmente no que se diz a atendimento do cliente. Sei que esse é um assunto espinhoso, já que cada um julga o atendimento de sua maneira, cada marca tenta tangibilizar do seu jeito.
A internet e mais recentemente as redes sociais possibilitaram uma comunicação de forma nunca vista na história desse pais (desculpa, mas não resisti rs). As marcas tem dado voz ao consumidor, tem tentado se relacionar com ele, etc. Mas e daí? Isso é o mínimo. A quanto tempo você ouve falar em CRM, marketing de relacionamento?
O que mais me assusta é que a grande maioria não consegue fazer, ou então, não dão atenção a isso.
O pior é que, ao invés de fazer uma coisa bem feita, tem feito várias mal feitas ou no máximo "meia-boca", com raras excessões.
Na minha modesta opinião as marcas devem repensar seus conceitos. Se você se propõe a oferecer um relacionamento legítimo com seu cliente, então faça isso bem feito.
Não adianta ter SAC, twitter, facebook e outros. São só plataformas, e as pessoas não se importam com isso. As tecnologias mudam a todo momento, as formas de contato a mesma coisa.
O que eu, e os outros consumidores pretendem é apenas respeito. Esperamos apenas sermos atendidos.
E você, o que acha?
Até a próxima.
O que me levou a escrever esse artigo é que, ultimamente tenho percebido que as pessoas pensam em fazer muitas coisas mas deixam de fazer o básico bem feito, principalmente no que se diz a atendimento do cliente. Sei que esse é um assunto espinhoso, já que cada um julga o atendimento de sua maneira, cada marca tenta tangibilizar do seu jeito.
A internet e mais recentemente as redes sociais possibilitaram uma comunicação de forma nunca vista na história desse pais (desculpa, mas não resisti rs). As marcas tem dado voz ao consumidor, tem tentado se relacionar com ele, etc. Mas e daí? Isso é o mínimo. A quanto tempo você ouve falar em CRM, marketing de relacionamento?
O que mais me assusta é que a grande maioria não consegue fazer, ou então, não dão atenção a isso.
O pior é que, ao invés de fazer uma coisa bem feita, tem feito várias mal feitas ou no máximo "meia-boca", com raras excessões.
Na minha modesta opinião as marcas devem repensar seus conceitos. Se você se propõe a oferecer um relacionamento legítimo com seu cliente, então faça isso bem feito.
Não adianta ter SAC, twitter, facebook e outros. São só plataformas, e as pessoas não se importam com isso. As tecnologias mudam a todo momento, as formas de contato a mesma coisa.
O que eu, e os outros consumidores pretendem é apenas respeito. Esperamos apenas sermos atendidos.
E você, o que acha?
Até a próxima.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Balanço Cannes - A publicidade Brasileira está ficando velha?
Após ler diversos comentários nos mais variados editoriais, como Meio & Mensagem, Propmark, Próxxima sobre o festival de Cannes pude perceber uma tendência que me fez pensar muito no assunto para escrever esse post. Na verdade, uma preocupação.
Cannes mostrou 2 lados da publicidade Brasileira.
Lado A - Esse ano batemos nossos recordes em Leões, com 68, e tivémos mais uma vez uma agência eleita "Agencia do Ano", prêmio esse conquistado pela brilhante AlmapBBDO, do supra-sumo Marcelo Serpa.
Isso é ótimo, pois mantém o país entre as potências criativas.
Lado B - A maioria dos leões conquistados são em categorias que já dominávamos, como Press. Ficamos devendo, e muito, nas categorias baseadas na nova realidade que estamos vivendo, como Cyber, Creative, Integrated e Titanium.
Isso mostra que perdemos/estamos perdendo o bonde da internet e das redes sociais? Pelo jeito, sim.
Um relato interessante foi o do Pyr Marcondes, Publisher e Diretor Geral da Plataforma ProXXIma, que afirma se sentir envergonhado com o desempenho das agências brazucas.
Outra coisa que me chamou a atenção foi o registrado gap entre os jovens e os atuais líderes. Segundo notícias, não há lideranças destacadas entre os jovens, sendo os com mais de 40 anos a maioria na Croisette.
A tão badalada geração não está sendo o que se esperava dela, pelo menos na propaganda. Não chegamos nem perto do brilhantismo de Serpas, Olivettos e outros.
Para amenizar, isso mostra uma enorme lacuna que os jovens podem/devem aproveitar, e se tornar os líderes que o mercado busca.
Aquela velha história que diz que, pra fazer web 2.0, 3.0, não se pode ter pensamento 1.0 se mostra atual.
Precisamos evoluir muito rapidamente, ou perderemos definitivamente o bonde. Queremos tocar o lado A ou o lado B da história?
Pelo que parece, estamos ficando velhos em todos os sentidos.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Marketing Esportivo - Estamos num bom caminho
Aproveitando a efervescência do mundo futebol com o Tri Campeonato da Libertadores pelo Santos FC, aproveito para fazer uma análise sobre o marketing esportivo em terras tupiniquins.
A muito, talvez desde sempre, estamos entre os melhores do planeta quando o assunto é futebol. Temos jogadores incríveis, uma seleção que sempre põe medo nos adversários, temos o maior jogador de todos os tempos, torcidas apaixonadas e por aí vai, porém, quando analisamos o que aproveitamos disso tudo, estamos muito atrás.
Os clubes vivem endividados, tendo que vender seus principais jogadores para tentar equilibrar os cofres, antecipam verbas de TV, etc.
Porém, a alguns anos surgiu uma luz no fim do túnel, e essa vem crescendo a cada ano.
Parece que os clubes enxergaram a possibilidade de ganhar dinheiro com a paixão de seus torcedores. Isso me parece tão simples, mas os clubes tinham total dificuldade de entender e fazer isso.
Merecem destaque nesse novo cenário Corinthians, São Paulo, Flamengo, Internacional e Santos.
O time gaúcho é o que arrecada mais com sócios do clube, que passam dos cem mil. O Flamengo, mesmo que de forma desordenada, aproveita o fato de ter a maior torcida do Brasil para estar sempre em evidência. Trazer Ronaldinho Gaúcho parecia uma boa, mas seus números não chegam nem perto dos números conseguidos pelo Corinthians com Ronaldo. Alias, falando em Corinthians, a campanha feita pela F/Nazca para a Nike, a República Popular do Corinthians é simplesmente brilhante. Não consigo entender como não ganhou leão em Cannes. A marca Corinthians foi avaliada como uma das mais valiosas no último ano. Trazer Ronaldo foi jogada de mestre.
O São Paulo realiza diferentes ações que fizeram sua torcida aumentar e muito na última década.
O atual campeão da libertadores está usando a talentosa safra para ganhar e muito com isso. O time da baixada usa, de forma eficaz, as mais populares redes sociais, como Twitter, Facebook, Flickr, etc, além do canal de TV, no Youtubem que mostra os bastidores das partidas, treinos, coletivas, entre outros.
Seu facebook é o que tem maior número de fãs entre os clubes Brasileiros. A recente campanha #marbranco gerou muita média espontânea e serviu para engajar ainda mais a torcida rumo ao título.
Outro fato importante é que o clube é um dos poucos a conseguir segurar suas jovens estrelas no futebol nacional. Neymar e PH Ganso, destaque também na seleção, ajudam o negócio, trazendo patrocínios e visibilidade ao campeonatos em que disputam.
Me parece que a profissionalização dos departamento de marketing, juntamente com o de futebol, contribuiu e muito para que os clubes deixassem apenas de ser clubes, e passassem a ser marca. Os presidentes passaram a enxergar os clubes como empresas e o futebol como negócio.
Espero que um dia sejamos os primeiros também nos negócios.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Cannes Lions - um estímulo as grandes ideias.
Está rolando nessa semana o principal evento de publicidade e propaganda, o Cannes Lions.
O evento tem como objetivo premiar as melhores ideias e uso dos diferentes meios de comunicação.
O evento é tão badalado que algumas agências gastam centenas de milhares de dólares para inscrever suas peças nas 13 categorias em disputa, peças reais ou fantasmas. Mas não vou eu falar novamente sobre peças fantasmas, já fiz isso no último post.
As agência dessa terra tupiniquim figuram entre as que sempre levam prêmios. Agências com AlmapBBDO e DM9 já tiveram o prazer de ocupar o topo como agências do ano, aquelas que atingem maior pontuação na somatória geral.
Como todo festival, alguns são contra, dizem que só serve para aumentar ainda mais o ego dos criativos. Eu, porém, sou totalmente a favor dos festivais. Na minha modesta opinião, faz com que todos pensem na qualidade final do trabalho, seja para o bem do anunciante ou da agência, e estimula o mercado num todo.
Os anunciantes querem as agências que ganham prêmios, para estar em evidência, os profissionais querem trabalhar nessas agências e as agências ganham mais dinheiro e prestígio com isso.
Acho até que esse estímulo podia ser desenvolvido também em mercados regionais. É claro que agências do interior dos Estados não tem a possibilidade de inscrever centenas de peças no Cannes Lions, no Clio, no El Ojo, porém, boas ideias são encontradas em qualquer lugar.
Isso fortaleceria os mercados menores e dariam visibilidade a agências e profissionais.
Bom, é ficar de olho no que vai rolar.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Criação Publicitária - Estamos perdendo a essência?
Sou sempre um entusiasta quando o assunto é criação publicitária. Tudo que envolve esse mundo me excita. Posso perder horas e horas vendo referências criativas, de todas as partes do globo.
Porém, uma coisa anda me chamando muito a atenção: "as grandes ideias e o diferencial criativo estão cada vez mais raros".
Esse dias me peguei entusiasmado com uma campanha, que não tinha nada de brilhante. O melhor era a execução e não a ideia.
Como planner sou muito chato quando o assunto é ROI, porém, as vezes esse pensamento mata ideias brilhantes antes mesmo do amadurecimento. Os brainstorms estão cada vez mais burocráticos, sem graça, preocupados demais. Até as criações fantasmas, aquelas que só servem para ganhar prêmios, estão em fase de extinção. Apenas para deixar claro, sou contra essa prática.
Em uma entrevista recente no programa Reclame, no Multishow, o Eugênio Mohallen falou uma frase que resumi isso: "Os comerciais Brasileiros estão uma cópia Paraguaia dos comerciais Argentinos... Parece que há uma necessidade de não mostrar que somos Brasileiros."
No início a frase causou um choque, porém, tem grande chance de ser verdade.
Estamos perdendo a sedução? As campanhas já não são mais apaixonantes como antes. Muitos podem pensar que isso é devido as redes sociais, internet, blá, blá, blá, mas não acredito nisso. Na minha modesta opinião essas novas ferramentas deviam estimular o potencial criativo, e não o contrário.
Estamos perdendo a "brasilidade". Aquela propaganda criativa dos anos 80 está indo para o banco de reservas. Assim como o futebol arte das épocas de ouro foi substituído pelo futebol da força física e falta de talento.
Temos que reagir, urgente. A essência da publicidade e da propaganda precisa ser resgatada. Precisamos voltar a encantar, despertar interesses, trazer retorno para os anunciantes e principalmente emocionar os clientes.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Social Media Brasil 2011 – O que vi, o que absorvi?
Aconteceu nos últimos dias 3 e 4 no Fecomércio em SP o Social Media Brasil, evento que reuniu profissionais de todo o pais para tratar do assunto que está na boca dos clientes: Redes Sociais.
Na minha modesta análise, algumas palestras e painéis deixaram a desejar, porém, alguns me surpreenderam.
Vou fazer uma análise baseada no que assisti e nas opiniões que colhi durante os dois dias.
1º dia
O primeiro dia começou bacana, com o painel de “Como transmidia pode ser social media”. O debate foi interessante, principalmente depois da abertura para perguntas. Maurício Mota (Os alquimistas) foi mais enfático no tema, e proporcionou algumas reflexões:
- “Para se fazer Transmidia é necessário ter desapego. Divida a paternidade”
- “Storytelling e Brand Entertainment têm o poder de criar cultura”
- “Quem faz a convergência são as pessoas, não as plataformas”.
Marcelo Páscoa da DM9 foi enfático ao afirmar que a história de que as pessoas não têm tempo é “balela”. As histórias é que são mal contadas.
Pausa para o coffee. Muito bom.
A segunda palestra foi do Marcelo Salgado, sobre SAC 2.0 Na verdade foi mais uma apresentação de case, sobre o perfil do @alobradesco, porém, vale o comentário da estratégia de integrar vários perfis e utilizam apenas 1 para responder.
O painel “Estão Falando mal da sua marca, e daí?”, discutido entre o Maurício Vargas do Reclame Aqui e Renato Vertemate do Boticário, gerava maiores expectativas, mesmo assim, foi bacana. As principais reflexões foram:
- Se a empresa tiver um bom conteúdo o Reclame Aqui não aparecerá na 1ª página do Google. As reclamações não serão tão relevantes como seu conteúdo.
- Se o nome do seu site aparece abaixo do Reclame Aqui na busca orgânica, alguma coisa está errada. Seu SEO não está funcionando.
- Não tenha o foco na retirada da página do Reclame Aqui. Tenha foco na resolução do problema de seu cliente.
- O problema deve ser resolvido independentemente do local/canal em que houve a falha. É o nome da marca que está em jogo.
O painel “Redes Sociais na prática”, do Flávio Pripas foi o mais decepcionante do evento. 50 minutos de entrevista com 4 convidadas. Mais nada.
Pausa para almoço. Corridinha até a Av. Paulista caçar um lugar para comer. Corridinha de volta ao evento.
A palestra da Patrícia Teixeira sobre “Gestão e Gerenciamento de Crise nas Redes Sociais” foi bacana. Mostrou como se comportar e como perceber os riscos. Não perceber que seu negócio possui um risco é um erro grave.
Bruno Tozzini e Philippe Bertrand, ambos DM9, falaram sobre Social Content. Uma pegada leve e descontraída deram um tom bacana a apresentação. Ao final, na abertura para perguntas, todos tentaram desmontar a dupla sobre o case da Brastemp, mas eles se saíram bem.
O painel sobre “Cuidados Jurídicos nas redes sociais” contou com especialistas e foi bem esclarecedor. A cartilha do Dr. Leandro Bissoli pode ser um rápido guia de consulta.
O painel “Como o mundo se torna mais social com as redes sociais”, moderado pelo Gil Giardelli não passou de uma apresentação de cases, pensamentos e tentativas de questionamentos.
Para fechar o dia, o gringo Ruben Quinones abordou a fundo as possibilidades de utilização de uma fan page no Facebook. Ele mostrou diversas maneiras de aproveitar bem a interação entre marcas e usuários.
Conclusão sobre o primeiro dia: foi legal, mas podia ser melhor. Por causa do tempo as palestras/painéis foram muito corridas, não possibilidade a imersão nos temas propostos.
2º dia
O segundo dia começou com um pequeno desencontro pela alteração do cronograma dos painéis. Nada que gerasse maior stress, mas deixou alguns descontentes que perderam o painel sobre Métricas em S.M. moderado pelo Solon Brochado. Os principais pontos abordados foram ferramentas e estratégias de como fazer.
Pausa para o coffee, mas uma vez, muito bom.
A segunda palestra do dia foi do Pablo Augusto, do Link Building, falando sobre como as redes sociais podem auxiliar no posicionamento no Google. A palestra foi excelente. Esclareceu diversas dúvidas sobre SEO nas mídias sociais. Muitos participantes devem rever seus conceitos e estratégias na R.S.
Em seguido teve o painel de Social Games. A grande reflexão foi que, os S.G. possibilitaram a entrada de pessoas que não jogavam na cultura dos games. Esses jogos não necessitam de imersão nem grandes conhecimentos. São ótimas ferramentas para passar o tempo.
A última palestra antes do almoço foi da Juliana Lima. Apesar do “jabá” para a Zappos, a abordagem foi bacana e tirou muitos risos dos presentes.
Pausa para o rango.
A tarde começou com Gustavo Jreige falando sobre criatividade sem os criativos de sempre. Abordou alguns temas interessantes, porém focou demais em dados conhecidos da grande maioria.
A palestra do Estevão Soares foi a que mais gerou buzz. Ele tinha muitas, mais muitas informações sobre Métricas e KPIs. Pena que o tempo foi curto para mostrar tudo, tornando a apresentação muito corrida. 50 minutos de palestra renderão pelo menos umas duas semanas de pesquisa.
O indiano Dhaval Chadha saiu do padrão e levou uma abordagem totalmente diferente de tudo o que foi mostrado no evento, através da palestra Inovação Evolutiva para a Web.
Para fechar o evento, palestra com a Flourish Klink, falando sobre Transmidia. A moça é expert no assunto e mostrou o processo criativo e analítico para gerar entretenimento.
Conclusão sobre o segundo dia: o segundo dia, com certeza, foi melhor que o primeiro. As palestras/painéis foram mais técnicas.
Conclusão das conclusões: Fazer Social Media é muito mais que gerar conteúdo e se relacionar com internautas.
É isso aí. Essa é minha modesta opinião sobre o SMBR2011. Quer ler mais opiniões? Utilize a hashtag #smbr2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Planejamento x Criação - um fortalecimento que gera resultado
Acabo de ler no jornal Propmark dessa semana (30/5 a 5/6/11) um nota sobre a agência Pepper. O texto cita que a agência contratou um profissional de planejamento para fortalecer a criação. Após ler o título fiquei curioso e li a nota toda. Planner fortalecendo a criação? Como assim?
Após a leitura tive a nítida sensação de que é um processo natural. Todas as agências, independente de sua auto denominação, deveriam pensar dessa forma. Porém, alguns minutinhos depois pensei: "Se é um processo natural, por que é tão difícil que isso aconteça".
Faço parte da realidade das pequenas agências do interior (se comparado com as grandes da capital), e muita coisa que sôa naturalmente nos grandes centros, no interior tira-nos da zona de conforto.
Após analise cheguei a simples conclusão que, em grande parte trabalhamos com jobs ao invés de campanhas. A correria, prazos mais que apertados e verbas cada vez mais curtas fazem com que o operacional seja colocado sempre a frente. Dessa forma o planejamento fica relegado a segundo plano. Os profissionais de planejamento pouco interferem no processo criativo, deixando de contribuir, e muito, para o bom resultado final da campanha.
Talvez esteja aí um dos gaps entre as grandes campanhas e as simplesmente satisfatórias.
Ficou curioso para ler a nota? Veja no Propmark: http://bit.ly/ir9lLm
Após a leitura tive a nítida sensação de que é um processo natural. Todas as agências, independente de sua auto denominação, deveriam pensar dessa forma. Porém, alguns minutinhos depois pensei: "Se é um processo natural, por que é tão difícil que isso aconteça".
Faço parte da realidade das pequenas agências do interior (se comparado com as grandes da capital), e muita coisa que sôa naturalmente nos grandes centros, no interior tira-nos da zona de conforto.
Após analise cheguei a simples conclusão que, em grande parte trabalhamos com jobs ao invés de campanhas. A correria, prazos mais que apertados e verbas cada vez mais curtas fazem com que o operacional seja colocado sempre a frente. Dessa forma o planejamento fica relegado a segundo plano. Os profissionais de planejamento pouco interferem no processo criativo, deixando de contribuir, e muito, para o bom resultado final da campanha.
Talvez esteja aí um dos gaps entre as grandes campanhas e as simplesmente satisfatórias.
Ficou curioso para ler a nota? Veja no Propmark: http://bit.ly/ir9lLm
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